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INSTITUTO MILITAR DE ENGENHARIA

O IME forma oficiais engenheiros militares da ativa e da reserva. O Instituto também admite engenheiros(as) formados(as) em instituições civis. Após um curso de 1 ano, esses profissionais ingressam no Quadro de Engenheiros Militares.

O ano de 1997 marcou o início da participação feminina, para concludentes do segundo grau e para engenheiras formadas. O acesso aos cursos oferecidos pelo IME é realizado em absoluta igualdade de condições em relação aos homens.

A opção pelo serviço ativo permite que o formando siga a carreira militar até atingir o posto de general-de-divisão. Os formandos, que optam pela reserva, cumprem, ao final do curso, um estágio de dois anos como oficiais da reserva convocados. Após esse período, os mesmos retornam ao mercado de trabalho, com uma importante bagagem profissional.

Dessa forma, o Exército contribui na criação de reais oportunidades de trabalho para um mercado cada vez mais exigente e qualificado.

"Berço da Engenharia Brasileira, Centro de Excelência, Patrimônio Nacional".

Uma escola classe A

O Instituto Militar de Engenharia (IME), localizado na Praia Vermelha, Rio de Janeiro, à sombra do Pão de Açúcar, é "motivo de orgulho para a gente verde-oliva".

O IME é um estabelecimento de Ensino Superior que, desde os seus primórdios, esteve engajado numa luta decisiva para garantir melhor futuro ao Brasil.

Herdeiro das tradições da Real Academia de Artilharia, Fortificação e Desenho, fundada em 1792, por ordem de Dona Maria I, Rainha de Portugal, o IME constituiu-se em valioso instrumento voltado para o progresso nacional. É considerado a primeira escola de engenharia das Américas e a terceira mais antiga do mundo, sendo antecedido apenas por escolas do mesmo gênero fundadas na França (1747) e em Portugal (1790).

Começo em Guararapes

No dia 11 de agosto, o IME completou 205 anos de existência. Mas sua história antecede à data de sua criação, pois o passado do Brasil é rico em acontecimentos que demonstram a força e a determinação de seu povo. Uma das mais belas páginas escritas por nossos antepassados refere-se à Batalha dos Guararapes, considerada o nascedouro do Exército.

Na primeira metade do século XVII, os holandeses invadiram terras brasileiras com o intuito de estabelecer uma colonização. Apesar da desigualdade tecnológica entre nossos antepassados e os invasores, que dispunham de modernas armas para a época, houve uma forte reação por parte dos habitantes do Brasil. Com a união de brancos, negros e índios originou-se um crescente sentimento nativista, que impulsionou os pioneiros desta terra à luta contra o inimigo comum.

Superando as deficiências existentes, os brasileiros desenvolveram processos originais de fabricação e forjaram suas próprias armas, valendo-se de singular criatividade e senso de improvisação. Utilizando bambus e madeiras da região de operações, foram confeccionadas flechas e lanças endurecidas ao fogo. Com tais instrumentos, enfrentaram os modernos artefatos de guerra dos oponentes. Além disso, os brasileiros souberam muito bem utilizar as características do terreno, criando manobras e táticas militares inovadoras para a época. A parceria entre uma tecnologia e uma doutrina militar genuinamente nacionais serviu para vencer um inimigo mais poderoso.

Nesse contexto, a História já apontava para a necessidade de se constituir uma estrutura de ensino voltada para a criação e transmissão dos conhecimentos da arte da guerra e da ainda incipiente tecnologia militar.

Dessa necessidade e inspirados nos episódios ocorridos em Guararapes, iniciou-se o processo de criação de um sistema de ensino de Engenharia. Assim, em 1699, foi ministrada a primeira Aula de Fortificação, transformada em Aula de Artilharia (1738) e em Aula Militar (1744). Toda essa evolução no ensino militar culminou com a criação da Real Academia de Artilharia, Fortificação e Desenho (1792), considerada berço da Engenharia brasileira e antecessora do IME.

Portanto, a análise do passado demonstra que o IME não é apenas uma Escola onde se formam engenheiros militares. O IME é muito mais do que isso:

é um ideal; o mesmo ideal que impulsionou os bravos de Guararapes na defesa de nossa terra e na busca de soluções dos problemas e das deficiências que se apresentaram;
é o depositário, o guardião e o disseminador da cultura tecnológico-militar brasileira iniciada em Guararapes. Tal cultura é o resultado do sacrifício e do aprendizado de várias gerações de civis e de militares que nos antecederam;
é a certeza de que nosso povo, herdeiro das mais caras tradições dos bravos de Guararapes, tem valor e poderá superar as mais diferentes adversidades em busca da excelência tecnológica;
é a luta diária no sentido de prover o nosso Exército com os mais valorosos recursos humanos, tendo por paradigmas as virtudes patrióticas e o amor à Nação, demonstrados pelos pioneiros da Força Terrestre.

Enfim, o IME é a concretização do sentimento nacional que pulsa desde Guararapes, clamando pela tão almejada independência e liderança tecnológicas.

Finalidade

A integração acadêmica garante o padrão de excelência

Em função de suas realizações nos campos do ensino e da pesquisa, o IME tornou-se um centro de referência, gozando de grande prestígio na comunidade científica nacional e internacional. O IME tem por finalidade promover a formação de recursos humanos altamente capacitados para a solução das diversas necessidades do Exército, seu principal cliente. Simultaneamente, mantém um estreito relacionamento com diversos segmentos sociais, particularmente os dedicados à educação, em que o intercâmbio é constante e muito producente.

O conceito "A" obtido no Exame Nacional de Cursos (mais conhecido como "Provão"), promovido pelo Ministério da Educação e do Desporto para avaliação dos cursos de engenharia civil, veio confirmar a excelência do ensino do IME.

A maior riqueza do IME

Os alunos do Instituto possuem diferentes origens, quais sejam:

oficiais formados pela AMAN que prestam concurso e fazem o curso de graduação em engenharia militar, com duração de 4 anos;
engenheiros formados em instituições civis que prestam um concurso e realizam o curso de formação de oficiais (CFO), com duração de 1 ano, ingressando no QEM (Quadro de Engenheiros Militares);
estudantes concludentes do 2º grau, selecionados mediante concurso, que realizam o Curso de Formação e Graduação (CFG), com a duração de 5 anos, podendo optar pela ativa ou pela reserva.

Tal diversidade garante uma profícua integração acadêmica, na medida em que aproveita a experiência e a potencialidade de cada um desses segmentos. O maior beneficiado é o próprio Exército que, anualmente, é contemplado com os melhores engenheiros do País.

O Instituto Militar de Engenharia também oferece cursos de pós-graduação para civis e militares de ambos os sexos, além de acolher em seu corpo discente oficiais de nações amigas.

Conclusão

(Trecho da mensagem do Ministro do Exército ao Comandante do IME, por ocasião da divulgação do conceito obtido pelo Instituto no Exame Nacional de Cursos.)

"O reconhecimento do IME como estabelecimento modelar para o Sistema Nacional de Ensino é motivo de orgulho para a Gente Verde-Oliva. Que sirva também de estímulo a continuarmos na busca permanente da eficiência e da eficácia com bom-gosto e simplicidade, características do padrão Exército Brasileiro – paradigma de qualidade a ser seguido em todos os campos de atuação".

 

 

OUTRAS INFORMAÇÕES: www.ime.eb.br

OBS: a música de fundo é o dobrado "El Capitan", de autoria de John Philip Sousa.

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